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02/10/2015

Vinho para comer

O projeto ‘Wine to Eat’ (vinho para comer) foi desenvolvido pela empresa Sapientia Romanade, sediada em Portugual, e apresenta produtos como caviares, geleias e trufas de chocolate feitos à base de vinho do Porto, de moscatel, ou de vinhos de castas monovarietais como a touriga nacional, o pinot noir ou chardonnay.

A ideia é, segundo o coordenador do projeto, Ricardo Correia, levar os vinhos portugueses para "as colheres dos consumidores mundiais".

Os produtos tem cheiro e sabor de vinho, mas não têm álcool, mas "mantêm os traços principais da casta que lhe deu origem".

"O nosso objetivo é que alguém, quando prova uma compota, consiga saber que casta que está comendo", afirmou.

O ‘Wine do Eat’ quer, de acordo com o responsável, "gerar novas experiências aos consumidores que procuram novas sensações gustativas".

Os produtos foram desenvolvidos pelo chef António Mauritti e resultaram da aplicação de técnicas avançadas de cozinha molecular.

"Tudo aquilo que nós fazemos tem um aspecto inovador, são novas técnicas de gastronomia, mas todavia são totalmente manufaturados. O caviar é feito à mão. As trufas são cobertas e emulsionadas à mão e as geleias também são totalmente controladas à mão, não temos máquinas especiais", explicou este responsável.

António Mauritti afirmou que se cozinha a frio, recorrendo a aparelhos que ajudam a controlar as temperaturas de forma mais rigorosa, para aproveitar ao máximo o sabor do vinho.

O chef comentou que o caviar, que é também uma espécie de geleia, é um produto no qual ele está desenvolvendo há cerca de cinco anos.

"Reduzimos o álcool do vinho, fazemos uma pequena adição de açúcar, adicionamos ingredientes, neste caso enriquecemos com cálcio e fazemos submergir num banho com gelificante. Quando as gotas caem dentro desse banho faz uma membrana de uma geleia muito fina que encapsula lá dentro o vinho. Ficamos com uma bolinha com vinho lá dentro para degustarmos", sublinhou.

Ricardo Correia referiu que a ideia foi "apostar em produtos inovadores" e que tenham como ingrediente principal o vinho, porque existem em todo o mundo "milhares de castas" que proporcionam uma possibilidade quase infinita de desenvolvimento de novos compotas ou chocolates.

A aposta principal "é o mercado internacional". "Toda a marca foi pensada já em inglês, o nosso site só está em inglês, precisamente porque o nosso objetivo é a internacionalização", frisou.

E, para conquistar o mercado externo, o próximo passo vai ser desenvolver versões destes produtos mas com vinhos estrangeiros.

"Podemos abrir portas à internacionalização fazendo as mesmas versões mas utilizando vinho espanhol ou francês", sustentou.

 

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